A educação foi uma das áreas mais atingidas e as mudanças no formato de ensino aumentaram casos de ansiedade e estresse entre os alunos

A pandemia causada pelo novo coronavírus alterou rotinas e impactou diretamente na saúde mental das pessoas. Pouco mais de um ano, o Brasil vive o pior momento desde o início da pandemia, com o aumento dos casos em uma segunda onda totalmente estabelecida. 

Com isso, a educação foi uma das áreas mais atingidas e as mudanças no formato de ensino aumentaram casos de ansiedade e estresse entre os alunos, que passaram a enfrentar problemas como o medo, a saudade dos amigos e a preocupação com o futuro acadêmico. 

Algumas escolas buscam formas de ajudar os discentes a enfrentar o momento da melhor forma possível, como o projeto de Psicoterapia Estudantil do Colégio Physics, voltado para o acompanhamento psicológico dos alunos, que atende de forma gratuita, individual e personalizada, os alunos da rede. Dessa forma, pode-se avaliar o tempo que cada aluno precisa para se reestruturar. 

Karina Coelho, psicóloga do Physics, explica que o objetivo do programa é apoiar o envolvimento emocional dos alunos no processo de aprendizagem e acolhê-los neste momento de incertezas, “o vírus trouxe muita fragilidade para as pessoas, com isso, alguns alunos estão sofrendo com o adoecimento, físico e emocional. Muitos dos nossos jovens não têm a maturidade para lidar com este cenário, para manter a atenção e a compreensão no processo pedagógico. O aluno, como qualquer outra pessoa, tem seu processo de fragilidade emocional. Muitos chegam desorientados e precisando de acolhimento, o nosso papel é dar apoio, sem julgar ou cobrar, além de ajudar o aluno, da melhor forma possível, a cumprir o programa pedagógico.” 

A psicóloga orienta que a comunidade escolar, de professores até familiares, se eduque para entender a perspectiva e as dores que os alunos estão enfrentando com a mudança radical do estilo de vida, “o momento de pandemia é, acima de tudo, um período de constante adaptação para os pais, alunos, professores e gestores escolares. Cuidar da saúde mental é fundamental para que possamos superar todos esses desafios”, completa. 

A especialista dá algumas dicas de como os pais podem promover um ambiente mais acolhedor para os filhos, neste momento: 

– Para manter a rotina de estudos em casa e dar continuidade ao processo pedagógico da escola, os pais devem ajudar os filhos a organizar o tempo, deve haver o mínimo de monitoramento nos estudos dos filhos, para que não se percam ou atrasem conteúdos; estar de olho no boletim escolar, se observar que o filho não foi bem em alguma disciplina, buscar entender os motivos, que podem ser desde não ter compreendido a matéria, algum problema pessoal ou simplesmente não ter entregado trabalhos e provas. 

– Para toda a família, buscar por momentos de lazer juntos, seja com jogos em casa ou assistindo a um filme; procurar relaxar e meditar sempre que possível, também ajudam a diminuir a ansiedade e o estresse. 

– Os pais devem observar o comportamento dos filhos, por isso, conversar é a melhor saída para conseguir identificar se há algum problema. E, acima de tudo, demonstrar para esta criança ou jovem, que está presente e disponível para ouvi-lo. Buscar criar um ambiente sem julgamentos para que este momento aconteça, é essencial para que a pessoa tenha confiança em se abrir. 

Fonte: Portal Santarém e Erika Santos

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